Finalmente, vejo o Tom Wolfe ao vivo, numa pequena conferencia na Columbia. Fazia parte de um painel de "notaveis" que discutiu um livro recente sobre NY. Nao interessa, porque ele do livro pouco falou. Falou da cidade, falou de si proprio, falou de arquitectura, disse que o Whitney museum parecia um bunker da 1a. Guerra Mundial, que daqueles buracos meio angulares pareciam sair espingardas prontas a abater o burgues que se passeia pelo Upper East Side em busca de roupas caras. Tambem contou uma historia do Richard Meier: numa outra conferencia, falava de um projecto seu num centro historico de uma cidadezinha qualquer, e de como o perimetro da sua obra (como de costume, o "tubo branco") "dialogava" com o tecido urbano existente. Rapidamente, um professor de Harvard que estava na assistencia perguntou-lhe: E o que e' que o tecido urbano existente respondeu?
Delicioso, e isto a proposito de gozar com o "Lord" Foster (as aspas sao dele) e do seu arquitectes ("architectspeak") e de como uma das suas torres "dialogava" com o existente, por ser vertical e o existente, horizontal. O triunfo da estupidez, ainda por cima contado em falso sotaque britanico por este velhote escritor no seu fato branco, camisa branca, sapato branco, gravata e botoes de punho cor de menta, como se veste desde o tempo da Maria Cachucha. Um figurao.
26 de janeiro de 2007
O lobo
posto pelo Alexandre às 05:16
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1 comentário:
A do "bunker" desculpa-se porque esse figurão obviamente não percebe nada de arquitectura.
Quanto à do "Lord" e do Meier são fantásticas...estava a pensar que diálogo seria possível entre o elefante branco do MACBA, a regorgitar de turistas, e as velhinhas habitações do Raval, a regorgitarem de paquistaneses!
Mais tarde tenho que partilhar as histórias que me vão contando na fundação de algumas dessas personagens (Lord, Zaha, etc) que foram passando pelo juri...parece que a Zaha quase ia matando de ataque cardíaco um motorista português, quando foram visitar o estádio de Braga, porque estavam atrasados para apanhar o avião de regresso - que partia do Porto...
Abraço
(escreve mais!)
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